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Portugal 0 – 0 Espanha, 2-4 g.p. (Crónica)

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A lotaria das grandes penalidades não sorriu ao povo português. Portugal cai aos pés da campeã da Europa e do Mundo que, mais uma vez, marca presença na final de uma grande competição. Vicente del Bosque surpreendeu e apostou em Negredo na frente de ataque, enquanto que na equipa lusa Hugo Almeida rendeu o lesionado Hélder Postiga. Paulo Bento pediu garra à equipa portuguesa desde o primeiro minuto de jogo e os jogadores não desiludiram. Uma enorme entrega ao jogo, uma excelente pressão, uma equipa coesa que quase conseguiu anular o futebol “chato” dos espanhóis.  A seleção espanhola, sempre com mais posse de bola, não conseguiu dominar o jogo e criar tantas oportunidades de golo como é normal. Portugal impôs-se ao enorme poderio espanhol e arrisco mesmo afirmar que foi melhor que os espanhóis durante os 90 minutos. A falta de velocidade nas transições para o ataque e algum azar no momento do remate impediram que Portugal estivesse ainda mais perto do golo. Depois veio o prolongamento e o subtil futebol da armada espanhola. No tempo extra sim, a Espanha foi melhor, dominou os 30 minutos adicionais e Rui Patrício foi mesmo obrigado a fazer uma excelente defesa para manter o nulo no marcador. Portugal esforçou-se, aguentou, foi um lutador que caiu de pé. Até que, ao fim de 120 minutos de futebol de alto nível, chegou essa grande injustiça que retira da final do Euro 2012 uma grande equipa que merecia um pouco mais. É certo que ninguém merece falhar um penalti, mas João Moutinho e Bruno Alves não mereciam mesmo. Fizeram um Europeu enorme e foram dois pilares fortes da nossa seleção neste Europeu. E foi assim, nós falhámos e Fabregas não perdoou. A Espanha garantiu a passagem à final do Euro 2012 e Portugal volta a casa com a sensação de dever cumprido. A verdade é que já não é suficiente dizer que estivemos ao nível do campeão do mundo ou que conseguimos anular a melhor seleção do mundo. É preciso ganhar, os portugueses vivem de vitórias. Contudo, estivemos enormes, unidos, sem receio e com uma vontade de ganhar incrível.  Hoje em dia, podemos jogar de igual para igual com qualquer seleção do mundo sem qualquer sentimento de inferioridade.

Parabéns Paulo Bento, Parabéns rapazes, Parabéns Portugal!

(Muito bem também a subtileza do Custódio a dizer ao jornalista que uma das equipas que o “polvo” queria já estava na final)

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Espanha 2 – 0 França (Crónica)

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A Espanha venceu e afastou do Euro 2012 a seleção francesa. A seleção espanhola vai agora defrontar Portugal nas meias finais da prova. Vicente del Bosque repetiu o mesmo onze que apresentou no primeiro jogo do Europeu frente à Itália, sem ponta de lança, num estilo de jogo que os espanhóis já apelidaram de “futebol sem balizas”. A seleção espanhola, como é hábito, teve mais bola, mas desta vez não conseguiu transformar essa posse de bola em ocasiões concretas de golo e perdeu mais bolas do que é normal. Do outro lado apresentou-se uma França sem ideias, sem um fio condutor que transformasse a equipa num todo em busca do mesmo objetivo. Laurent Blanc decidiu revolucionar a equipa e deixar de fora nomes como Evra, Nasri ou Diarra e a França exibiu-se a um nível fraco. A tarefa não estava difícil para os espanhóis e logo aos 19 minutos, depois de uma aceleração de Iniesta e de um precioso cruzamento de Jordi Alba, Xabi Alonso fez o primeiro golo da partida e adiantou os espanhóis no marcador. Cabaye ainda deu trabalho a Casillas na sequência de um livre direto, mas nada de especial. Del Bosque sentia que a França não era uma ameaça e fez descansar David Silva, Iniesta e Fabregas. Laurenc Blanc ainda apostou em Nasri e Giroud mas sem qualquer resultado prático. Seria mesmo a Espanha que acabaria por marcar mais um golo. Já para lá dos 90 minutos, Pedro Rodriguez caiu na área e Nicola Rizzoli não hesitou em assinalar grande penalidade. Na conversão do castigo máximo, Xabi Alonso não desperdiçou a oportunidade de bisar na partida e acabou com alguma esperança que ainda poderia haver entre os franceses. A França despede-se do Eur0 com uma exibição demasiado pobre para a imagem que deixou nos primeiros jogos. A seleção espanhola apura-se para as meias finais, mas está muito longe daquele futebol apaixonante a que nos habituou.

A festa da seleção portuguesa no autocarro e no avião

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Um vídeo que mostra a grande festa da seleção nacional depois da vitória sobre a Holanda.

Bruno Alves e Quaresma ao rubro!

Espanha 1 – 0 Croácia (Crónica)

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A Croácia cai, mas cai de pé. Sai do Euro um futebol fantástico, atacante, sem medos. Num jogo decisivo para as duas equipas, a partida começou a medo, com um primeiro período de estudo de ambas as partes. A Espanha aplicou o seu futebol de posse de bola, de passe curto, de certeza em tudo o que faz. Iniesta, com uma classe enorme, comandou uma armada sempre segura mas nunca mais do que isso. A equipa de Vicente del Bosque nunca conseguiu colocar realmente em sobressalto a defensiva croata. É certo que a Espanha terminou o jogo com 64% de posso de bola e com 14 remates mas quem viu toda a partida sabe que a seleção espanhola não foi em (quase) nada superior aos croatas. Slaven Bilic transportou para o revaldo o xadrez da camisola croata e, com as suas peças, conseguiu anular o potencial espanhol. A seleção croata defendeu bem, preencheu os espaços e, quando conseguiu, lançou o contra ataque, sempre pelos pés do fantástico Luka Modric. O médio do Tottenham assinou uma exibição irrepreensível e por muito pouco uma das suas magnificas jogadas não deu em golo, já na segunda parte. A primeira parte não passou de uma preocupação enorme de parte a parte em não cometer erros, afinal a continuidade de ambas as seleções na prova dependia do resultado deste jogo. A segunda parte foi diferente, a Croácia (que na altura já estava fora do Euro 2012, uma vez que a Itália já vencia por 1-0) foi obrigada a desatar o nó que manteve o jogo preso na primeira parte e permitiu um jogo mais aberto, com mais espaços e com mais oportunidades de golo. Os croatas estiveram mesmo perto do golo, muito mais do que os espanhóis. Sem nada a perder, os croatas atacaram, de forma calculada, uma defesa espanhola que tremeu e precisou das luvas de Casillas para não sofrer golos. A Croácia teve mesmo a melhor oportunidade de golo do jogo com uma cabeçada de Rakitic para defesa de Casillas, depois de uma brilhante jogada de Modric. O tempo corria contra os croatas e Bilic fez entrar Perisic e Jelavic em busca de um golo que colocasse a seleção croata nos quartos de final. A Croácia tentou mas não conseguiu chegar ao golo e a vitoria da seleção italiana no outro jogo não ajudava em nada as contas dos croatas. A seleção croata ainda dispôs de mais algumas ocasiões de perigo junto da baliza de Casillas mas seria a Espanha a marcar e a vencer a partida. Aos 88 minutos, Fabregas fez um excelente passe que deixou Iniesta isolado na cara de Pletikosa. O médio do barcelona viu Jesus Navas ao seu lado e ofereceu-lhe o golo, deixando o guarda-redes croata fora do lance. Navas dava a vitória à seleção espanhola e atirava definitivamente para fora do Euro a seleção croata. A Espanha garante o 1º lugar do Grupo C e passa aos quartos de final, onde vai defrontar o 2º classificado do Grupo D. A eliminação é um golpe demasiado duro para os croatas que apresentaram no Euro um futebol esforçado e apaixonante, onde sobressaem jogadores como Modric e Mandzukic.

Itália 2 – 0 Rep. Irlanda (Crónica)

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A Itália precisava da vencer a partida para seguir em frente, já a Irlanda apresentava-se neste jogo já eliminada da prova. Os irlandeses, que contaram mais uma vez com os melhores adeptos da prova, quiseram deixar boa imagem e venderam cara a derrota à seleção transalpina. Iniciaram o jogo decididos a vencer a partida e, nos primeiros minutos, colocaram em sentido a equipa de Prandelli. Até que, aos 35 minutos, Cassano colocou a Itália na frente do marcador, na sequência de um pontapé de canto. A Itália ganhava a estabilidade que o início forte da Irlanda não tinha possibilitado. Na segunda parte a Irlanda tentou reagir à desvantagem mas nunca conseguiu ligar muito os seus sectores e só mesmo no final do jogo é que obrigou Buffon a uma defesa muito difícil. Os italianos em vantagem, e com o apuramento mais perto, aguentaram a resposta tímida da Irlanda, sempre a transparecer a ideia de que tinham o jogo controlado. Cesare Prandelli apostou em Balotelli para adicionar um pouco mais de classe ao jogo e, em cima do minuto 90, o polémico avançado italiano fez o segundo golo para os italianos. Um golo de belo efeito, num remate à meia volta, que carimbava a vitória da seleção italiana. Os irlandeses despedem-se do Euro sem qualquer ponto conquistado, num grupo demasiado forte para o seu potencial. Os italianos, com esta vitória e com a derrota da Croácia, apuram-se para os quartos de final da prova no 2º lugar do Grupo C, atrás da seleção espanhola.

EU ACREDITO

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Somos mais que uma equipa, somos mais que 11 jogadores em campo. Somos mais que a cabeça do Charisteas ou as luvas do Ricardo. Somos 10 milhões de lutadores à conquista da Europa. Somos um povo de descobertas e de conquistas, de trabalho e de sofrimento. Somos um povo de emoções e de sentimentos, somos PORTUGAL!

Frente à Dinamarca o segredo esteve no pé direito de Silvestre Varela, hoje veremos quem será o herói. Alguma aposta?

“Lá vai ele com a bola

lá vai ele cheio de pica

lá foi ele para o golo

é o Drogba da Caparica.”

As contas de Portugal – Confira aqui todos os cenários possíveis

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À entrada para a última jornada do Grupo B, ainda nenhuma equipa tem presença garantida nos quartos de final da prova,mas também ainda nenhuma seleção está eliminada. A seleção alemã é quem está mais perto do apuramento e, com o potencial que tem evidenciado, é normal que assim aconteça. A Alemanha está no primeiro lugar do grupo e precisa apenas de um empate para seguir em frente, podendo mesmo ser apurada com uma derrota. Por esta lógica, a outra vaga será discutida entre Portugal, Holanda e Dinamarca, mas nada está decidido. Vamos assistir a duas autênticas finais na última jornada deste Grupo B. Será um fim de tarde emocionante que ditará o adeus de mais duas seleções a este Europeu.

Cenários para as quatro seleções:

ALEMANHA: apura-se pontuando com a Dinamarca; se perder, ainda se pode apurar, caso Portugal não vença a Holanda. Se perder e Portugal ganhar, tudo se decide na diferença de golos dos jogos entre Portugal, Dinamarca e Alemanha.

PORTUGAL: apura-se se pontuar com a Holanda, desde que a Dinamarca não ganhe. Se a Dinamarca vencer por mais de um golo, Portugal apura-se vencendo, e a Alemanha é eliminada. Se a Dinamarca vencer por 1-0 ou 2-1, Portugal também passa, vencendo, e a Alemanha sai. Qualquer vitória da Dinamarca por 3-2, 4-3 ou 5-4 deixa Portugal eliminado, mesmo ganhando à Holanda. Portugal apura-se perdendo por um de diferença, desde que a Dinamarca também perca.

DINAMARCA: apura-se vencendo a Alemanha. Pode apurar-se empatando, se Portugal perder. Se perder, está eliminada.

HOLANDA: apura-se vencendo Portugal por mais de um golo, e se a Dinamarca perder com a Alemanha.

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